O pica-pau é uma ave da ordem Piciformes, família Picidae, de tamanho pequeno a médio com penas coloridas e na maioria dos machos com uma crista vermelha. Vivem em bosques onde fazem seus ninhos abrindo uma cavidade nos troncos das árvores. Alimentam-se principalmente de larvas de insetos que estão dentro dos troncos de árvores, alargando a cavidade onde se encontram as larvas com seu poderoso bico e introduzindo sua língua longa e umedecida pelas glândulas salivares. Os ninhos são escavados em troncos de árvores o mais alto possível para proteção contra predadores. Os ovos, de 4 a 5, são chocados pela fêmea e também pelo macho durante até 20 dias, dependendo da espécie.
O gênero Veniliornis é composto por 7 espécies de tamanho médio, apresentando características básicas e comuns a outros da mesma família. Apresentando diferente distribuição das espécies em todo o Brasil.
O pica-pau-avermelhado mede cerca de 16,5 cm de comprimento e plumagem olivácea, com o manto, manchas nas asas e vértice vermelhos.
Encontrado na Amazônia e Leste do Brasil, especialmente nos estados da Bahia e do Espírito Santo.
O pica-pau-de-colar-dourado mede 14 cm. Cabeça e partes superiores marrom-esverdeadas, sendo que o macho apresenta o alto da cabeça vermelho; coberteiras superiores das asas com ocelos amarelos; pescoço posterior ocre; partes inferiores pardacentas intensamente barradas de preto.
Vive em matas de terra firme e capoeiras da Amazônia. Encontrado aos pares acompanhando bandos mistos de aves pelas copas das árvores.
Ocorre nas florestas do norte do Amazonas, da margem esquerda do Rio Negro ao Amapá. Também no leste da Venezuela e Guianas.
O pica-pau-de-sobre-vermelho mede 16 cm. Partes superiores marrom-esverdeadas, com coberteiras superiores das asas tingidas de vermelho; uropígeo e coberteiras superiores da cauda vermelhos. Macho com coroa vermelha e nuca amarelada e a fêmea com coroa marrom escuro e nuca laranja-amarronzado. Partes inferiores brancas barradas de marrom escuro. Cauda preto-amarronzada; bico preto.
Vive em áreas florestadas ou mais abertas adjacentes.
Voz: Repetitivo “quee-quee-quee”.
Encontrado na Venezuela, Colômbia, Trinidad e Tobago, Equador, noroeste do Peru, além do Pnamá e Costa Rica. A subespécie ssp. montícula, endêmica dos tepuis venezuelanos, foi assinalada no Brasil no Cerro Uei-Tepui, Roraima (fronteira com a Venezuela).
Para pica-pau-de-testa-pintada, seu nome comum em inglês refere-se à nuca amarela de ambos os sexos - uma característica não compartilhada por qualquer outra espécie do gênero Veniliornis.
É endêmica de Mata Atlântica úmida no Brasil oriental.
O pica-pau-chorão mede 14 cm de comprimento. É preto e branco, o macho tem uma marca vermelha na parte traseira de sua cabeça.
Encontrado no leste da América do Sul.
O pica-pau-pequeno mede 15 cm. Menor representante do gênero. De cor verde-amarelada, mais clara nas partes inferiores. Coberteiras superiores das asas salpicadas de amarelo; partes inferiores barradas de cinza. Nuca e vértice vermelhos no macho.
Vive em áreas abertas, clareiras e bordas de matas secas, caatingas, cerrados, matas de galeria, de várzea e de terra firme. Encontrado também em mata secundária, mata ripária com bambu, mangues e zonas rurais, pastos e campos. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos familiares. Muito ariscos, movimentam-se rapidamente pelas copas ao perceberem qualquer movimento estranho. Como os outros pica-paus, escondem-se atrás dos troncos quando percebem uma pessoa, tornando a observação dos detalhes ainda mais difícil. Observáveis em todos os ambientes florestados, atravessam, em rápidos vôos ondulados, áreas de campo entre capões ou árvores isoladas. Aparece em locais com arbustos densos.
Voz: “ki, ki, ki, ki”.
Ocorre da Venezuela à Bolívia, Paraguai e Brasil amazônico e central(até o oeste do Paraná) e setentro-oriental(interior do Nordeste).
O picapauzinho-verde-carijó mede cerca de 17,5 centímetros, é o maior de um grupo de pequenos pica-paus esverdeados. Cabeça pardo-escuro, com o vértice avermelhado no macho; duas linhas brancas no lado da cabeça. Partes superiores marrom-esverdeadas, barradas de amarelo-esverdeados; partes inferiores pardacentas, manchadas de preto.
Vive nas cidades, zonas rurais, pastos sujos, capoeiras, matas secas, bordas de Mata Atlântica e matas mesófilas. Costuma associar-se temporariamente a bandos mistos de arapaçus, traupídeos e outros passeriforme que vagueiam pela mata. É agressivo, quando apanhado pelo homem defende-se a bicadas, com as mandíbulas entreabertas, deixando duas perfurações na mão de quem o segura. Costuma dormir em buracos o ano todo.
Voz: Inconfundível “ti-rra-rra”, “prío-rr-rr-rr-rr”, “rä-rä-rä-rä”. Tamborila em galhos secos, sendo que a fêmea responde em sequência mais curta e baixa que o macho.
Ocorre do Rio de Janeiro e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai e norte da Argentina.
2010.